Sou um reflexo de prantos escondidos,de sentimentos comprimidos e de inconstância absoluta.
Na verdade tento me permitir ser "algo à mais","ter algo à mais",tento me permitir mudar,mas não sei,sou confusa o suficiente pra complicar situações simples e pra resolver grandes problemas que parecem não ter razão.
Essa confusão se demonstra cada vez mais presente em minha vida,quando as coisas que me apego tornam-se empecilho à minha evolução,e agora,especialmente agora,o verão no qual eu me encontrava volta a ser inverno e deitada neste chão frio novamente me encontro...
O meu vazio agora é mais constante do que nunca...Talvez como antes seja hora de mudar e deixar tudo para trás,mas quem sou eu além de um fantoche do amor para que o pouco que me prende faça-me abrir os olhos?! Desta vez o vazio não é tão bom,não é tão fácil,não tem sobrenome,nem idade e não sabe machucar,apenas deixa-me em uma tristeza por mim antes nunca provada,congela meus sorrisos,deixa-me em um estado que à muito foi chamado de "eu".
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