terça-feira, 26 de junho de 2018

Alone

A gente sempre pensa que conhece as pessoas. Passamos tanto tempo com alguém que achamos que sabemos a cor favorita, o prato preferido, os sonhos, as manias, os vícios... mas no fim nós nunca conhecemos ninguém.
No fim, somos todos pequenas ilhas, somos pequenos universos...
Nós nunca conhecemos ninguém bem o suficiente...
E você nunca pensa que a pessoa pode te magoar, porque você confia... confia o amor, os medos...
Você pula do penhasco confiando que o outro está lá embaixo, mas no fim, ele não está...
Me sinto sozinha... e sinto mais, me sinto de fato enganada. Enganada porque eu confiei, porque eu pulei do penhasco, com os olhos fechados e com as mãos atadas...
Mais uma vez não tinha ninguém lá... nunca há ninguém no fim...
No fim, eu sempre to sozinha com meus pensamentos, com meus sentimentos...
No fim eu não pertenço a lugar algum...
E eu sempre ganho frieza, desprezo...solidão.
Talvez de alguma forma eu mereça tudo isso...
Talvez deva mesmo ser só eu...
Sempre sozinha, como sempre foi.

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