quinta-feira, 29 de agosto de 2013

   Minha voz não sai, parece que minhas cordas vocais recusam-se a colocar o que está aqui dentro pra fora sem ter de usar minhas glândulas lacrimais como atributo. Minha alma grita, esperneia, é como se meu corpo fosse um sarcófago na qual à aprisionaram. 
   Mais uma vez não sinto dor, na verdade não sei o que é mais isto. Reprimida seria a palavra certo para meu estado. Um conflito interno alastra-se pelo meu coração, e não, não é porque sou adolescente...Sou criança já adulta, que não viu o tempo voar, não viu a própria face, gostos, costumes, mudarem.
   Agora olho no espelho e me sinto quase completa, me sinto na beira do penhasco que tanto quero e que tanto temo, sempre temi. 
   Segura a minha mão e não me solta, e se for soltar me avisa, que eu fecho os olhos pra não ver eu bater no chão...

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