terça-feira, 22 de maio de 2012

Diários de uma adolescente morta




       "...Aquela foi a maior dor que já havia sentido...Tudo se escureceu..."

          Acordei...Não tinha mais noção de tempo,lugar,espaço...Espaço...Não conseguia respirar direito...Estava deitada,minha unica visão era algo parecido com uma tampa...E eu a empurrava...E quanto mais esforço feito por minhas mãos incensantes, mais eu conseguia sentir que meu pouco ar se esgotava.
Até que desisti,aceitei que não haveria escapatória,me convenci de que minha claustrofobia não me serviria agora...Estava com os olhos fechados,pois já não enxergava naquela escuridão limitada,senti minha respiração melhorar significantemente,até que abri meus olhos e me vi deitada em um caixão...Sua tampa agora estava ao chão,sentei-me e olhando entre as lapides que me rodeavam apenas vi um ser de capuz indo embora ao longe ,em passos largos...
          Eu usava minhas vestes preferidas,e após muito me observar sai meio desengonçada tentando correr para o que me parecia ser a saída mais próxima...Conhecia aquele cemitério como a palma de minha mão e aos poucos me voltavam as lembranças de como eu poderia ter parado naquele local...Continuei andando por aquelas avenidas que aos poucos me traziam nomes...Enfim ao anoitecer cheguei em "casa",abri o portão,atravessei o corredor e abri a porta...Lá estavam os membros de minha família olhando espantados...Alguns desmaiaram outros me abraçaram e outros ainda me olhando voltavam ao assunto normal...
        Após eu me juntar à eles,uma pessoa que desligava o telefone, se destacava em perguntar: -Por onde andastes filha?
Não exitei e nem ao menos pensei em responder: -Não sei mãe...
      Naquela época minha memória ainda estava bastante fragmentada,não lembrava o porque,não lembrava de nada...Hoje sei o porque de muitas respostas...Há você que lê entenderá que  essas serão dadas em minhas próximas publicações...


By:H.R.K
   

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